CAMPO SUSTENTÁVEL

 

A caprino cultura e a vida na Serra Catarinense de uma forma sustentável

 

        Há, até hoje, muitos mistérios guardados nas curvas e paisagens da Serra Dona Francisca, - Dona Chica, como é conhecida - no oeste de Santa Catarina. A rodovia foi fundada em 1876 pelos alemães que colonizaram a região, e hoje, com 27 quilômetros de extensão, a estrada serve como uma das principais rodovias de ligação entre o Sul e o Oeste do Estado.

Uma das cidadezinhas mais pitorescas do local está localizada há 66 quilômetros de Joinville, a maior cidade de Santa Catarina. Campo Alegre, no topo da serra, não encanta apenas por suas belezas naturais e pelo jeito rústico que carrega até hoje com seus 59 anos. Com 15 mil habitantes e duas avenidas principais na cidade, o lugar vive principalmente da economia gerada no campo. Por mais engraçado que seja, a cidade é a capital da ovelha há 8 anos, mas é com a caprino cultura -  criação de cabras - que a localidade começou a ganhar espaço dentro do tema sustentabilidade.

José Angelo Lyra, 55, e Neusa Busarello, 45, são casados desde 1986 e há 23 anos trabalham com a criação de cabras. “Não fomos nós que escolhemos elas, mas elas nos escolheram e até hoje são a nossa vida”, relatam. O primeiro sítio foi montado em Joinville e oito anos depois o casal resolveu se mudar para o campo. Em Março de 1996, depois de alguns meses de procura, José e Neusa compraram e fundaram o Rancho das Cabras. Demorou um ano para voltarem a trabalhar com a criação dos animais, mas o lugar, que fica na comunidade Saltinho, há 11 quilômetros da cidade, se tornou o paraíso sustentável da família.

A propriedade, banhada pelo verde do campo, se confunde com os limites da serra. Em 268 mil metros quadrados de terra, 11 alqueires, o casal cria 49 cabras da raça Sani, dois bodes e galinhas. Aqui, os criadores conhecem cada cabra pelo seu próprio nome. “É uma forma de ter um contato maior com os animais, de não perdermos a graça em fazer o que fazemos”, explica Neusa.

O sítio oferece espaço para o galpão dos animais, sala de trabalho, hortas, lavouras e a casa particular. O local tem capacidade para a criação de 60 cabras, mas a família geralmente mantém o número atual para não haver necessidade de mudanças em relação à forma de trabalho. José e Neusa optaram por trabalhar apenas para manter o sítio e o padrão de vida que o casal mantém.

O trabalho no Rancho das Cabras é simples, o principal rendimento vem do leite que as cabras produzem. Dos 49 animais, 41 produzem 95 litros de leite por dia no verão; por ano, esse número cai para 55, em média. Com essa produção, o casal trabalha com a venda de leite de cabra, quatro variedades de queijos naturais e iogurte natural. Oito cabras não produzem mais leite. Isso pode acontecer por que são filhotes, estão para ter filhotes ou pela idade avançada, sendo que cada animal vive em média 12 anos.

Para o Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental, IDEIA, que visitou o lugar, o trabalho do Rancho das Cabras, além de simples e rentável, é um resultado positivo para o desenvolvimento sustentável na região. Para o biólogo Cristiano Voitina, presidente do Instituto, a região é precária nesse tipo de trabalho na área rural. O IDEIA fica localizado no litoral norte catarinense, há 153 quilômetros de Campo Alegre. Para o biólogo, essa foi a primeira vez que encontrou um trabalho sustentável, realizado da forma correta. “A gente trabalha aqui no litoral e encontra tanta coisa errada, principalmente nos trabalhos de pesca. É de extrema importância encontrar produtores que faça esse trabalho”, conclui o biólogo.

Apesar de trabalharem com alguns animais improdutivos, nenhum deles é vendido ou sacrificado com o passar dos anos, e mesmo assim, a família garante que os produtos vendidos sustentam a propriedade. “Os animais só saem da propriedade quando nascem machos, mas não vendemos para o consumo da carne, nem quando estão improdutivos, eles fazem parte da família”, comenta Lyra. Quarenta por cento dos materiais são vendidos no próprio sítio. O restante dos produtos José sai para vender duas vezes por semana nas cidades de Joinville e São Bento do Sul. Para Luana Beatriz, 23, que trabalha na propriedade, todo o esforço é recompensador: “Elas são muito dóceis e fáceis de lidar, me sinto bem com as cabras”.

Para sustentar todos os animais, são utilizados 500 quilos de alimentos por dia, distribuídos em capim, silagem e ração. Em relação à alimentação, o sítio trabalha de forma sustentável e para a produção interna desses complementos alimentares, José e Neusa plantam na propriedade: capim, milho e alfafa. O capim tem como base alimentar 65% da necessidade dos animais. A silagem, que é o milho fermentado, ocupa 20% da alimentação. Por último, a ração, que é a mistura de milho, aveia e alfafa, fica com 15%. O processo é todo realizado dentro do sítio.

Todos os alimentos são produzidos no sítio e de forma natural, sem produtos agrotóxicos. Para isso, é necessário utilizar técnicas de melhoramento da terra. O esterco produzido pelos animais também é importante neste processo, já que não há a utilização de produtos agrotóxicos. Já, as galinhas, não são utilizadas para o rendimento de produtos, mas têm uma importância expressiva no sistema; os animais que vivem em um espaço sob as cabras, se alimentam das larvas de moscas, o que evita algum tipo de praga no local. “Sustentabilidade é um termo complexo, a gente tenta melhorar nos pequenos detalhes e o resultado é positivo”, explica o proprietário do sítio.

Para a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina, a agricultura sustentável não cresce no estado por que a indústria local tem o perfil de grande escala. De acordo com a entidade, os produtores rurais estão desistindo do campo e indo para áreas urbanas. “Seria simples se o pequeno produtor tivesse o apoio necessário e acreditasse na rentabilidade deste trabalho, assim os resultados quando crescessem teriam uma base sólida para o produtor não perder o foco”, explica o engenheiro agrônomo Ademar Simon, presidente em exercício da associação.  O técnico arrisca uma solução: o trabalho com produtos de linha de produção com alimentos orgânicos; mas para isso, falta estudo técnico.

Esse trabalho é realizado do Nordeste do Brasil, onde a situação é um pouco diferente. A Associação Brasileira de Criadores de Caprinos, ABCC, explicou que há um trabalho contínuo elaborado para a área agro industrial, especificamente para os criadores de leite de cabra. De acordo com a entidade, os trabalhadores do campo não recebem ajuda financeira e integram o sistema sustentável por iniciativa própria. A associação garantiu que oferece assistência técnica aos pequenos empresários da agricultura familiar.

O trabalho desenvolvido é relacionado à criação dos animais e produção dos alimentos. Tudo isso é feito pela Ematé, programa de assistência técnica e extensão rural, criado pela ABCC. Para a entidade, o próximo passo é levar o mesmo conhecimento técnico aos empresários de médio porte e criar programas públicos para atender a demanda das grandes empresas de forma sustentável. “O primeiro passo foi dado com a fortificação do trabalho dentro da agricultura familiar. Quando esse pequeno agricultor crescer deve levar com ele a prática certa”, comemora Felipe Adelino, superintendente técnico da associação.

José e Neusa não seguem nenhuma religião ou crença. O casal optou por esse sistema em respeito aos animais e por decidirem viver no campo. O objetivo é ampliar ainda mais o sistema de sustentabilidade que funciona no sítio há seis anos. Para os produtores, há a possibilidade de os próprios animais, ajudarem no melhoramento da terra, o que facilitaria ainda mais a produção de alimentos no local.

São esses, alguns dos segredos que a região guarda. Entre a mata que sobe a serra e os rios que serpenteiam a Dona Chica, o sabor da sustentabilidade fica na lembrança dos queijos caseiros, do iogurte natural de morango e da hospitalidade de um povo pouco conhecido, mas com iniciativa de gente que busca o próprio desenvolvimento.

 

 

 

 

 

 

 

Release repassado pela Equipe de ciclismo, Boscoli

A Equipe Boscoli Competições é Vice Campeã da Copa Paulista de MTB.


A Equipe Boscoli conseguiu esse feito através de seus  atletas Gabriel Navas na categoria sub 23 e Ivan Komuro na sub 17 , ambos são vice campões Paulista em suas respectivas categorias.
Essa copa foi composta por 5 etapas na região de Araçatuba-SP, e esses atletas se destacaram em todas elas. Provas de muita areia e ventos fortes com muitos competidores de nível altíssimo. Ontem aconteceu a ultima etapa de 100 km de muita pedreira em meio aos canaviais da região. Foi ela que decidiu o campeões, pois seu resultado valia o dobro das outras etapas.
“Nós nos esforçamos muito, trabalhamos e estudamos e toda noite ainda treinamos, um vice campeonato como esse pra nós é uma vitória.-Diz Gabriel Navas.
Gabriel ficou atrás apenas de Herculano da Silva Rocha, de Marília e Ivan Komuro  atrás de Gabriel Vinicius de Andrade de Assis. Ambos profissionais do MTB.

Não foi apenas essa peripécia da Equipe Boscoli. 
Hugo Komuro já garantiu o campeonato BIG BIKER 2012 na categoria Pró Junior, uma prova de nível internacional, onde ele em três etapas e faltando uma ainda, já  conquistou mais essa para Presidente Prudente.


Temos atletas muito disciplinados e dedicados, estamos muito orgulhosos. 
Afinal estamos levando o nome de Presidente Prudente onde jamais esteve, e fazemos isso com muito orgulho.-Diz técnico da equipe Johnsson Severo.

Release repassado pela Equipe de ciclismo, Boscoli

A Equipe Boscoli Competições é Vice Campeã da Copa Paulista de MTB.



A Equipe Boscoli conseguiu esse feito através de seus  atletas Gabriel Navas na categoria sub 23 e Ivan Komuro na sub 17 , ambos são vice campões Paulista em suas respectivas categorias.
Essa copa foi composta por 5 etapas na região de Araçatuba-SP, e esses atletas se destacaram em todas elas. Provas de muita areia e ventos fortes com muitos competidores de nível altíssimo. Ontem aconteceu a ultima etapa de 100 km de muita pedreira em meio aos canaviais da região. Foi ela que decidiu o campeões, pois seu resultado valia o dobro das outras etapas.
“Nós nos esforçamos muito, trabalhamos e estudamos e toda noite ainda treinamos, um vice campeonato como esse pra nós é uma vitória.-Diz Gabriel Navas.
Gabriel ficou atrás apenas de Herculano da Silva Rocha, de Marília e Ivan Komuro  atrás de Gabriel Vinicius de Andrade de Assis. Ambos profissionais do MTB.
Não foi apenas essa peripécia da Equipe Boscoli. 
Hugo Komuro já garantiu o campeonato BIG BIKER 2012 na categoria Pró Junior, uma prova de nível internacional, onde ele em três etapas e faltando uma ainda, já  conquistou mais essa para Presidente Prudente.
Temos atletas muito disciplinados e dedicados, estamos muito orgulhosos. 
Afinal estamos levando o nome de Presidente Prudente onde jamais esteve, e fazemos isso com muito orgulho.-Diz técnico da equipe Johnsson Severo.

Sexta-feira, dia 25 de Maio Terminei meu último post, do dia 22 de Maio com a s seguinte frase: “E viva o Brasil”. E com ela começo este novo post “E viva o Brasil”. Cheguei na madrugada de quarta-feira, dia 23, em Florianópolis. Quis descansar, e da viagem, ter apenas as lembranças. É ótimo viajar, mas também é ótimo chegar em casa. Na ultima terça-feira cheguei do zôo no hostel em Buenos Aires e arrumei minhas coisas, comi e descansei. Depois, às 16h00m caminhei 5 quadras e cheguei ao ponto de ônibus. Por $ 2,00 percorri 35km até o aeroporto internacional de Ezeiza. O problema foi não ter $ 2,00 em moedas, mas o motorista do ônibus “berrou” e apareceu uma senhora simpática com duas moedas de $ 1,00. Me senti aliviado, além de agradecido. Duas horas de viagem e desembarquei no aeroporto. Pouco antes das 19h00m descobri que perdi o visto da imigração. Um papelzinho muito parecido com recibo simples de compras em mini mercados. Mas aquele pedaço de papel carimbado me incomodou. Descobri que precisaria solicitar uma segunda via, com valor de $ 100,00, o que eu não tinha. Eu já tinha pouco nos últimos dois dias de viagem e o que fiz foi gastar pra não ter que voltar com peso argentino pro Brasil. Mas pela falta de dinheiro eu poderia ficar lá, sem viajar e perder a passagem. Liguei para o Brasil e em 40 minutos minha mãe depositou o valor mínimo no sistema Visa Travel Money, R$ 200,00 pouco mais que $ 400,00. Mais tranquilo, paguei a taxa e fiz liberei minha mala. Com o ticket em mãos, sai e aproveitei para jantar, risos. Já que tinha dinheiro comi bem, MC, coca-cola, sorvete e alfajor, “ow delícia”. Às 00h30m cheguei em Florianópolis e meu amigo me buscou e me levou até Balneário Camboriú. Enfim, em casa! Depois posto sobre os lugares que passei e valores. Até!

Terça-feira, dia 22 de Maio

 

Mais um dia de despedidas, e essa é a última. Acordei novamente às 07h30m e tive a sorte de não estar chovendo. Me arrumei e sai para visitar o Zoológico de Buenos Aires. Peguei o metrô à poucos metros do hostel, troquei de metrô e em menos de meia hora estava no parque. O problema: cheguei cedo de mais, só abriria às 10h00m. Caminhei várias vezes de um lado pro outro e aproveitei o tempo para tomar café. A empanada era $ 7,00, um pouco mais caro que na região central, mas acabei aceitando e mais problemas, conta final: $ 50,00. Quase tive um enfarte. Corri pro zôo e $ 25,00 a entrada geral, sem acesso ao aquário, terrário e passeio de barco. Essa entrada era $ 40,00. Mas valeu a pena, o zôo é o maior da América Latina. Muito bem organizado, limpo e rendeu algumas fotos. Agora pouco voltei pro hostel, arrumei minhas malas, fiz meu almoço com o que comprei de comida esses dias, e cá estou. Depois de postar agora vou caminhando até a estação e pego um ônibus coletivo para o aeroporto de Ezeiza. E viva o Brasil. 

Segunda-feira, dia 21 de Maio

 

Ontem pedi para o pessoal do hostel me acordar cedo. Estava tão ansioso pra conhecer Buenos Aires que acordei sozinho antes do combianado, às 07h30m. Tomei um rápido banho e um farto café enquanto via o telejornal da manhã de Buenos Aires. Não tinha olhado pra rua e o apresentador anuncia: “E CHOVE NESTE MOMENTO EM BUENOS AIRES”. BAH, acabou comigo. Esperei de 08h15 até 09h10m e nada de parar de chover. Resolvi sair e conhecer a cidade de baixo de chuva mesmo. As fotos ficaram horríveis, mas eu tinha duas opções, conhecer ou não. Fiz tudo que poderia fazer, de baixo de chuva, risos. Caminhei das 09h10m às 15h45. Ainda por cima me perdi, fiquei perambulando pela rua do hostel por mais de 45 min. Depois tudo resolvido. Todo molhado, decidi tomar outro banho. No caminho do hostel parei em um mini mercado, comprei algumas coisas. Não muitas, está acabando “la plata”, risos. Hoje conheci: Puerto Madero, Plaza de Mayo , Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Café Tortoni, Obelisco, Teatro Colón, Calle Florida, livraria El Ateneo